A escolha dos prazos da Euribor para crédito habitação está a passar por uma mudança significativa. Em Novembro, a Euribor a 12 meses teve um aumento acentuado, representando 67,1% das novas operações, um incremento de 12,9 pontos percentuais em relação a Outubro. Em comparação anual, o crescimento também é notável, com um aumento de 9,4 pontos percentuais em relação aos 57,7% verificados em Novembro de 2024. O Comparaja compilou dados sobre o assunto.

Este movimento demonstra uma clara preferência dos consumidores por soluções que proporcionem maior previsibilidade a médio prazo, numa altura marcada pela incerteza quanto à evolução das taxas de juro.

Em contrapartida, a Euribor a seis meses foi a que registrou maior perda de participação, caindo de 42,2% em Outubro para 29,5% em Novembro, uma descida de 12,7 pontos percentuais. A tendência é ainda mais evidente na comparação anual, com uma diminuição de 12,8 pontos percentuais em relação ao mesmo mês do ano passado.

Por outro lado, a Euribor a três meses manteve-se praticamente estável, retrocedendo ligeiramente de 3,6% para 3,4%. Apesar da variação marginal, este prazo continua muito acima dos 0% registados em Novembro de 2024, evidenciando a menor atratividade das opções de curto prazo num ambiente de taxas ainda elevadas.

Pedro Castro, responsável pela Operações de Crédito Habitação do ComparaJá, menciona que «os consumidores estão a adaptar a sua estratégia, optando por prazos que lhes ofereçam maior estabilidade e proteção contra oscilações futuras. A subida da Euribor a 12 meses revela uma preocupação crescente em assegurar prestações mais previsíveis, mesmo que isso signifique renunciar a ganhos de curto prazo».

Esta redistribuição dos prazos reforça uma tendência de prudência financeira entre as famílias portuguesas, que estão a demonstrar uma abordagem mais informada e estratégica na contratação de crédito habitação.

Em Novembro de 2025, o mercado de crédito habitação voltou a apresentar movimentos significativos. Após um Outubro marcado por alguma estabilização, este mês testemunhou ajustes no comportamento das famílias em busca de habitação. As diferenças entre faixas etárias tornaram-se mais evidentes: indivíduos com mais de 35 anos apresentam condições e comportamentos diferentes dos mais jovens, impactando diretamente o custo total do crédito. Numa altura em que cada detalhe é crucial, comparar e possuir literacia financeira tornaram-se fundamentais.

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