Em 2024, foram criadas em Portugal um total de 246.589 empresas, apresentando uma ligeira diminuição de 0,1% em relação ao ano anterior, conforme reportado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Estima-se que nesse mesmo ano tenham encerrado 186.707 empresas, o que representa uma diminuição de 1,7%.

Das 246.589 novas empresas, aproximadamente 45.000 eram sociedades. Essas empresas criadas empregaram 292.856 pessoas e geraram um volume de negócios de 4.681 milhões de euros.

Por outro lado, as 186.707 empresas que fecharam contribuíram para uma redução de 208.270 empregos e de 3.982 milhões de euros em volume de negócios.

«Considerando a diferença líquida entre as empresas criadas e as que encerraram, observou-se um saldo positivo no número total de empresas, no emprego e no volume de negócios», observou o INE.

O INE destacou que Portugal possui a terceira taxa mais elevada de natalidade de empresas na União Europeia, com 16,8%, superando a média da UE em 6,3 pontos percentuais, um resultado fortemente ligado à dinâmica das empresas individuais, que predominam entre os novos registros.

No que diz respeito à mortalidade das empresas, a taxa da UE é de 8,6%, enquanto em Portugal atingiu 12,6%, 4,0 pontos percentuais acima da média europeia.

O INE também mencionou que a taxa de sobrevivência das empresas após um ano de atividade ficou em 73,8%, um aumento de 0,2 pontos percentuais em comparação a 2023. Porém, a taxa de sobrevivência aos três anos caiu 1,2 pontos percentuais, estabelecendo-se em 47,7%.

O total de empresas individuais criadas aumentou 0,6%, totalizando 201.547, enquanto o número de sociedades formadas diminuiu em 2,9%, revertendo a tendência de crescimento de 2023 (+6,0% para empresas individuais e +7,4% para sociedades).

O INE observou que a taxa de sobrevivência das sociedades continua “significativamente superior” à das empresas individuais, com essa diferença mais acentuada quando analisada nos períodos de três e quatro anos após o nascimento das empresas.

Em 2024, os setores que mais contribuíram para os novos registros de empresas foram os “outros serviços”, construção e atividades imobiliárias, comércio e transportes e armazenagem, com percentagens de 58,7%, 9,3%, 8,5% e 7,1%, respectivamente.

Entre os setores que apresentaram crescimento nas novas empresas de 2023 para 2024, destacam-se os transportes e armazenagem (+8,7%) e a construção e atividades imobiliárias (+4,3%). As maiores quedas ocorreram no setor de alojamento e restauração (-20,1%), serviços financeiros (-4,1%) e na agricultura e pescas (-3,7%).

No que se refere ao encerramento de empresas, o INE identificou que os setores de “outros serviços”, comércio e construção e atividades imobiliárias concentraram a maior parte das perdas (58,6%, 9,7% e 7,3%, respectivamente). O setor de transportes e armazenagem teve o maior aumento no número de fechamentos entre 2023 e 2024 (+12,5%), seguido pela informação e comunicação (+2,9%).

Em 2024, o Norte de Portugal foi a região com maior concentração de nascimentos de empresas, representando 31,9%, seguido pela Grande Lisboa com 26,7%. As regiões autónomas dos Açores e da Madeira tiveram os menores índices, com 1,8% e 2,2%, respectivamente.

Em relação ao encerramento de empresas, as regiões do Norte e Grande Lisboa apresentaram os números mais altos, enquanto as regiões autónomas tiveram os menores.

Das 532.174 sociedades não financeiras ativas em 2024, 44.468 foram criadas nesse ano, uma redução de 2,9% em comparação a 2023.

O INE estima que o número de encerramentos de sociedades não financeiras tenha sido de 15.133, uma queda de 44,4% em relação ao ano anterior, resultando em uma taxa de mortalidade de 2,8%, abaixo em 2,5 pontos percentuais, com o setor de informação e comunicação apresentando a maior taxa (3,9%), seguido pela indústria e energia e pelo alojamento e restauração, ambos com 3,2% (4,9% e 6,4%, respectivamente, em 2023).

A taxa de destruição de emprego, que representa a relação entre o número de empregados nas sociedades que encerraram e o total de empregados nas empresas ativas, ficou em 0,8% em 2024, uma redução de 0,8 pontos percentuais em relação a 2023.

Em 2024, das 15.133 sociedades não financeiras que encerraram, 40,5% eram jovens, com cinco anos ou menos de atividade (53,7% no ano anterior), evidenciando a vulnerabilidade maior nos primeiros anos de operação.

O INE aponta que em 2024 existiam 7.801 sociedades não financeiras de elevado crescimento, um aumento de 12,3% em relação ao ano anterior, representando 13,5% do total das sociedades não financeiras com 10 ou mais trabalhadores, 21,7% do total de empregados, 16,1% do volume de negócios e 20,3% do Valor Acrescentado Bruto (VAB) gerado.

O número de sociedades não financeiras jovens de elevado crescimento, conhecidas como gazelas, também teve um incremento de 0,8% em 2024 (+8,3% em 2023), totalizando 670 sociedades.

As gazelas em 2024 foram responsáveis por um VAB de 1.267 milhões de euros, uma diminuição de 42 milhões de euros em relação a 2023, correspondendo a 1,1% do total das sociedades não financeiras com 10 ou mais trabalhadores.

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