O estudo “Desafios de Talento em Logística e Transportes” do ManpowerGroup em parceria com a Associação Portuguesa de Logística (APLOG) revela que 81% dos empregadores na área de Logística e Transportes acreditam que a inteligência artificial (IA) irá revolucionar os perfis profissionais.

Quando indagados sobre o impacto da IA e das novas tecnologias no emprego do setor, a maioria dos respondentes apresentou uma perspectiva otimista. Um total de 81% relacionam essas inovações à transformação das funções, enquanto apenas 9% consideram que isso levará à perda de empregos. Um percentual semelhante, também de 9%, acredita que novas posições serão criadas como resultado dessa transformação.

Diante desse panorama, é crucial que as empresas do setor se concentrem em programas de capacitação e requalificação, com o objetivo de preparar os talentos atuais para a transição para novas funções e assegurar a sua empregabilidade no futuro.

Ao examinar a abordagem das organizações para fortalecer suas estruturas e tirar proveito dos benefícios da IA, destacam-se os perfis com especialização em análise de dados (61%), inteligência de negócios (59%), inteligência artificial e aprendizado de máquina (49%). Também são valorizadas competências em Internet das Coisas (IoT) e rastreamento de dados (35%), assim como em cibersegurança (29%).

O estudo indica que fatores internos ao setor são algumas das principais barreiras à contratação de talento. O principal desafio mencionado por 55% das empresas são as condições de trabalho. Em seguida, estão a falta de formação especializada (45%) e a falta de experiência (43%), que dificultam o acesso ao talento necessário. Outras causas significativas para a escassez de mão de obra incluem a necessidade de mobilidade geográfica e a imagem pouco atrativa do setor, ambas citadas por 33% dos respondentes.

No que diz respeito à demanda por perfis tecnológicos, essa dificuldade é aumentada pela intensa competição entre setores, especialmente em um momento em que outras indústrias frequentemente apresentam uma imagem mais atraente e uma proposta de valor mais alinhada às expectativas desses profissionais, que buscam evolução constante e exposição a novas tecnologias.

Para enfrentar os desafios na atração de talento, os empregadores apontam o aumento dos salários e a capacitação por meio de ações de upskilling e reskilling, ambos mencionados por 38% dos inquiridos. Em seguida, aparecem a utilização de trabalho temporário e a ampliação da flexibilidade de horários, citados por 18%. Também merece destaque a automação, que tem reduzido as necessidades de pessoal, sendo já mencionada por 15% dos empregadores.

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