O Governo vai submeter uma candidatura ao fundo de solidariedade da União Europeia para cobrir os danos causados pelas calamidades meteorológicas que ocorreram em Portugal este ano, conforme afirmou o ministro da Coesão Territorial.
Manuel Castro Almeida respondeu no parlamento a perguntas do PSD sobre as ações do Governo em relação aos estragos provocados pelas tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que afetaram vários municípios, especialmente no centro do país, no final de janeiro e início de fevereiro.
«Sim, o Governo irá apresentar uma candidatura ao fundo de solidariedade da União Europeia», afirmou o ministro, sem fornecer mais detalhes.
O Fundo de Solidariedade da União Europeia (FSUE) oferece assistência financeira rápida e flexível, podendo chegar até mil milhões de euros anuais, a estados-membros que enfrentem desastres naturais graves.
Castro Almeida negou, em resposta ao PS, ter culpado as autarquias pelos atrasos nos procedimentos que impedem a entrega de apoios às populações afetadas, e assinalou que «existem muitos problemas que estão a dificultar os pagamentos».
«Temos de ser o mais rápidos possível, com a menor burocracia possível», disse.
Desde 28 de janeiro, pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal devido às depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também resultaram em várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das vítimas mortais ocorreu durante trabalhos de recuperação.
Os temporais que atingiram o território continental durante cerca de três semanas causaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e infraestruturas, além da queda de árvores e estruturas, interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos que chegam a milhares de milhões de euros.
As regiões mais afetadas foram o Centro, Lisboa e Vale do Tejo e o Alentejo.
