A 22.ª edição do Prémio Bial de Medicina Clínica, promovido pela Fundação Bial, já iniciou o período de candidaturas. Neste ano, o júri será presidido pelo renomado médico reumatologista e professor Jaime Branco.
Com um valor total de 120 mil euros, o Prémio Bial de Medicina Clínica visa reconhecer uma obra intelectual original de natureza médica, que deve incluir uma pesquisa clínica e ser de tema livre, representando uma contribuição de alta qualidade e relevância. É necessário que pelo menos um dos autores seja médico de um país onde se fala oficialmente português. O trabalho vencedor receberá publicação em primeira edição exclusiva, seja impressa ou digital.
Além do trabalho premiado, poderão ser oferecidas até duas Menções Honrosas, cada uma no valor de 10 mil euros.
«Ao longo de quatro décadas, o Prémio Bial de Medicina Clínica tem se consolidado como um importante estímulo à investigação clínica em Portugal e no mundo lusófono. Em cada edição, o júri enfrenta o desafio exigente e estimulante de avaliar trabalhos de altíssimo padrão científico, refletindo o dinamismo e a maturidade da investigação clínica na nossa comunidade. É essa excelência que confere ao Prémio Bial sua relevância e capacidade de mobilização», destaca Jaime Branco, presidente do Júri do Prémio Bial de Medicina Clínica 2026.
Ao longo das edições anteriores, o prêmio acompanhou a evolução e as tendências da Medicina, reconhecendo diversos trabalhos em áreas como doenças civilizacionais, genética, medicina molecular, imagiologia, e terapias substitutivas e regenerativas. Na última edição, foram premiados trabalhos nas áreas de neurologia (Alzheimer) e oftalmologia.
Desde a sua criação, o Prémio Bial de Medicina Clínica avaliou 720 obras candidatas e envolveu 1853 investigadores, médicos e cientistas. Em 21 edições, foram premiados 111 trabalhos de 316 autores, com 44 obras premiadas editadas e distribuídas gratuitamente a profissionais de saúde, totalizando mais de 326 mil exemplares. «O Prémio Bial de Medicina Clínica simboliza, especialmente, um compromisso com a excelência científica. Esta distinção busca promover a investigação médica que tenha um impacto real na saúde das pessoas», afirma Luís Portela, presidente da Fundação Bial.
Além de Jaime Branco, o júri é composto por Miguel Castelo-Branco (Faculdade de Ciências da Saúde – U. Beira Interior), Helena Cortez-Pinto (Faculdade de Medicina – U. Lisboa), Henrique Cyrne Carvalho (Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar – U. Porto), Ricardo Fontes de Carvalho (Faculdade de Medicina – U. Porto), Cristina Nogueira-Silva (Escola de Medicina – U. Minho), Roberto Palma dos Reis (Faculdade de Ciências Médicas | Nova Medical School U. Nova de Lisboa), Isabel Palmeirim (Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas – U. Algarve) e Isabel Santana (Faculdade de Medicina – U. Coimbra).
O prazo para submissão das candidaturas termina a 31 de agosto. Para mais informações sobre esta edição, incluindo o regulamento e a submissão de candidaturas, acesse aqui.
