A possibilidade de implementar passagens subterrâneas sob a Linha do Norte nas áreas da Granja e da Aguda avançou para uma nova etapa. A Infraestruturas de Portugal recentemente adjudicou estudos para avaliar a viabilidade técnica dessas intervenções.
A informação foi repassada à Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia durante uma reunião entre representantes das duas entidades. Segundo o vice-presidente da autarquia, Firmino Pereira, os projetos foram atribuídos na semana passada a um gabinete especializado encarregado de analisar a viabilidade da construção das passagens inferiores.
Informações do portal de contratação pública da Infraestruturas de Portugal confirmam que o procedimento está atualmente em fase de adjudicação (via Porto Canal).
A Câmara de Gaia afirma que continuará a acompanhar o andamento do processo, considerando que houve uma demora excessiva na evolução do dossiê.
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Durante a reunião com o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, o município reiterou que as futuras ligações devem ser subterrâneas, substituindo as passagens aéreas existentes, que são consideradas menos confortáveis para os utilizadores e impactam negativamente a paisagem urbana.
A discussão sobre estas intervenções se arrasta desde 2022, após a assinatura de um protocolo entre a Infraestruturas de Portugal e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia. O acordo resultou de críticas de moradores das áreas da Granja e da Aguda em relação às passagens superiores e às barreiras colocadas durante as obras de modernização da Linha do Norte.
Na reunião, também foi discutido o funcionamento dos elevadores instalados nessas passagens. Segundo o autarca, a empresa ferroviária reconheceu que os equipamentos têm apresentado diversas falhas, algumas devido a atos de vandalismo, e que há um contrato de manutenção vigente para garantir as reparações.
Outro ponto levantado pela autarquia foi a situação do Túnel do Arco do Prado, na área das Devesas. Firmino Pereira avaliou a não realização do alargamento deste túnel durante a modernização da linha ferroviária como um erro, defendendo que essa obra é crucial para melhorar a ligação à futura estação do Metro do Porto prevista para a Rotunda Engenheiro Edgar Cardoso. O responsável afirmou que o município irá insistir para que essa intervenção seja levada a cabo.
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