O relatório “Desafios de Talento em Logística e Transportes”, elaborado pelo ManpowerGroup em parceria com a Associação Portuguesa de Logística (APLOG), revela que
os principais desafios na gestão de talentos incluem a escassez e a competitividade na atração de profissionais, que foram apontados como muito relevantes por 66% das empresas do setor, enquanto 98% consideram essa questão relevante ou muito relevante. Este valor aumentou em nove pontos percentuais em comparação com o ano passado.
Nesta mesma linha, a retenção de talentos também se destaca como uma preocupação significativa, sendo mencionada como muito relevante por 48% das empresas.
A transformação digital representa outra realidade importante para o setor, com a atualização de competências em resposta à digitalização sendo vista como o segundo maior desafio, com 95% dos entrevistados a considerá-la relevante ou muito relevante. Em contrapartida, apesar da crescente conscientização sobre questões ambientais, a atualização de competências voltadas para a transição energética e a sustentabilidade das operações é raramente mencionada, com apenas 17% dos empregadores a considerarem um desafio muito relevante.
Embora o setor enfrente uma escassez de talentos e um contexto macroeconômico e geopolítico desafiador, mais de metade dos empregadores (57%) planeja aumentar suas equipes no próximo ano, enquanto apenas 3% esperam reduzir o número de funcionários, e 28% pretendem manter o quadro atual.
No que diz respeito aos perfis mais procurados, há um aumento no interesse por profissionais voltados para a transformação digital e especializados em áreas operacionais. Os operadores de armazém e picking são as funções com maior demanda, citadas por 47% dos empregadores.
Em seguida, estão os condutores de máquinas de armazém (29%), que enfrentam desafios na atração de talentos devido ao nível elevado de especialização exigido, e os condutores de veículos pesados (24%), que também apresentam dificuldades para contratação, devido às condições de trabalho e à necessidade de licenciamento para veículos pesados e disponibilidade para mobilidade geográfica.
Além disso, em decorrência da transformação digital, destaca-se um crescente interesse por profissionais com competências em business intelligence e data analytics, cuja intenção de contratação saltou de 7% em 2023 para 29% em 2025. Da mesma forma, os perfis de técnicos de cibersegurança estão se tornando mais relevantes, com uma demanda de 14%.
Por fim, há uma procura significativa por quadros médios com conhecimento operacional e experiência nas áreas de armazenagem, tráfego, operações e logística. Entre estes, destacam-se os responsáveis de logística (31%), analistas de logística (22%), engenheiros de projetos logísticos (16%) e chefes de tráfego (16%).
Na avaliação das principais prioridades e desafios para o futuro do setor de Logística e Transportes, a transformação digital figura como a principal preocupação dos líderes, com quase 60% a classificá-la como muito relevante. Em seguida, a formação e desenvolvimento de talentos aparece como prioridade para cerca de 55% das organizações, juntamente com questões de segurança e cibersegurança, mencionadas por 50% dos respondentes.
Ao considerar conjuntamente as respostas que destacaram as prioridades como relevantes ou muito relevantes, também são identificadas como significativas, para os empresários do setor de logística e transportes, a necessidade de agir com agilidade e flexibilidade em resposta à volatilidade do mercado, assim como a busca por eficiência e otimização de custos, citadas por 95% e 97% das empresas, respectivamente.
