O Banco Mundial prevê que a economia global cresça 2,6% este ano, apresentando um desaceleração em comparação a 2025, com um desempenho mais fraco nos Estados Unidos, na zona euro e no Japão. Para 2027, a expectativa é de uma leve recuperação, atingindo 2,7%.

No relatório “Perspectivas económicas mundiais”, a instituição ajustou para cima suas previsões de crescimento para 2025, 2026 e 2027 em relação às estimativas feitas em junho.

A trajetória projetada pelo Banco Mundial indica um abrandamento de 2025 para 2026, seguido por uma melhoria em 2027.

As estimativas indicam que a economia global cresceu 2,7% no ano passado, com previsão de crescimento de 2,6% este ano e 2,7% em 2027.

Em comparação com as previsões de junho, houve uma revisão positiva de 0,4 pontos percentuais para 2025, 0,2 pontos para 2026 e 0,1 pontos para 2027.

No que se refere ao desempenho em 2026, a revisão para cima resultou em parte de um crescimento mais forte do que o esperado nas principais economias, conforme mencionado pela instituição.

No entanto, a tendência de desaceleração de 2025 para 2026 persiste, resultado de uma «redução significativa na demanda por bens comercializados e um abrandamento na demanda interna em várias das grandes economias”, segundo o Banco Mundial.

Entre 2026 e 2027, espera-se uma aceleração do crescimento “à medida que a demanda interna se beneficia da flexibilização da política monetária anterior e o comércio melhora devido à diminuição da incerteza”.

As projeções assumem que “não haverá novos choques significativos relacionados com o comércio”, destaca o Banco Mundial.

No mesmo relatório, a instituição alerta que “o agravamento dos conflitos e tensões geopolíticas pode perturbar o comércio global e os mercados de matérias-primas”.

Para as economias desenvolvidas, a previsão é de crescimento de 1,6% em 2026, enquanto para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento, a expectativa é de 4,0%.

Nos Estados Unidos, a previsão é de crescimento de 2,2% este ano, seguido de 1,9% em 2027.

Para a zona euro, a expectativa é de crescimento de 0,9%, com uma melhora para 1,2% no próximo ano.

Para o Japão, a previsão é de crescimento de 0,8% este ano, com uma variação similar em 2027.

Entre as economias emergentes, o Banco Mundial prevê um crescimento de 4,4% na China este ano, seguido de 4,2% em 2027.

Para a Índia, a expectativa é de variação do PIB de 6,5% este ano, seguida de 6,6% em 2027.

A Indonésia deve crescer 5,0% este ano e 5,2% no próximo.

Para o Brasil, a previsão é de 2,0% em 2026 e 2,3% em 2027.

O crescimento na Argentina deve ser de 4,0% tanto neste ano quanto no seguinte.

Para a Rússia, a previsão é de 0,8% em 2026 e 1,0% em 2027.

O relatório não traz projeções específicas sobre Portugal, apenas referência ao conjunto dos países que utilizam a moeda única.

A instituição sublinha que a economia global tem se mostrado “significativamente mais resiliente do que o esperado, apesar da escalada histórica das tensões comerciais e da incerteza política no ano passado”.

Esses fatores continuam a influenciar as perspectivas comerciais em níveis globais. “Após o crescimento do comércio mundial no ano passado, impulsionado pela antecipação do comércio de mercadorias antes do aumento das tarifas, projeta-se uma desaceleração significativa em 2026, à medida que as reservas se esgotam”, nota o Banco Mundial.

Na introdução do relatório, o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gil, menciona que o ritmo de crescimento do PIB global “deve permanecer praticamente estável até 2027, em um contexto de ‘inflação em queda’ e ‘taxas de juros em baixa’”.

“Os choques subsequentes — guerras, inflação e tarifas — causaram menos danos do que a maioria dos economistas temia”, embora o crescimento global tenha definitivamente desacelerado “desde a pandemia”, conclui o economista.

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