Com a chegada de 2026, surgem novos desafios e oportunidades para as organizações adaptarem suas estratégias em um mercado cada vez mais digital e globalizado. As lideranças empresariais enfrentam um contexto econômico paradoxal: maior resiliência do que o esperado após sucessivos choques globais, mas com riscos estruturais cada vez mais evidentes.
Neste cenário, a ERA Group, consultoria especializada em otimização de custos e eficiência operacional, identifica cinco áreas críticas que irão distinguir as lideranças capazes de crescer de forma sustentada no próximo ciclo econômico:
1. Gestão estratégica de custos como vantagem competitiva
Em um ambiente marcado por maior pressão sobre as margens, a gestão de custos deve assumir um papel central nas decisões de liderança. Mais do que cortes reativos, o desafio é identificar ineficiências estruturais, renegociar fornecedores e redesenhar processos que impactem diretamente a criação de valor. Uma abordagem analítica e contínua à otimização de custos pode liberar capital para investimento, aumentar a agilidade organizacional e reforçar a resiliência diante de ciclos econômicos adversos.
2. Eficiência operacional em um contexto de incerteza prolongada
A volatilidade econômica deixou de ser uma exceção e se tornou cada vez mais estrutural. Tensões comerciais e geopolíticas, bem como a aplicação de tarifas de forma volátil e imprevisível, exigem das lideranças uma maior capacidade de operar com flexibilidade e rapidez. Reforçar a eficiência operacional por meio da simplificação de processos, monitoramento rigoroso de despesas e tomada de decisões baseadas em dados é essencial para responder à imprevisibilidade do mercado sem comprometer a estratégia a médio e longo prazo.
3. Investir em novas tecnologias e na Inteligência Artificial com foco no impacto real
A Inteligência Artificial (IA) tem demonstrado seu impacto concreto na produtividade, embora de forma desigual entre regiões e setores. O desafio para as lideranças não deve ser a adoção indiscriminada dessa nova tecnologia, mas sim sua aplicação estratégica. Identificar onde a IA pode gerar ganhos operacionais tangíveis e suprir a escassez de talento será crucial. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por uma governança responsável dessa tecnologia, alinhada a princípios éticos e ao novo quadro regulatório.
4. Talento, demografia e novas dinâmicas do trabalho
O envelhecimento da população europeia e a escassez estrutural de mão de obra tornam a gestão de talentos um tema central na agenda estratégica. A capacidade de atrair, reter e qualificar pessoas, bem como integrar a migração como fator de crescimento econômico, será determinante para a sustentabilidade e o sucesso das organizações. As lideranças mais eficazes são aquelas que alinham eficiência operacional a modelos de trabalho mais flexíveis e políticas que valorizem o capital humano.
5. Gestão de riscos em um contexto multipolar
Com a ascensão de múltiplas superpotências econômicas, as empresas precisam repensar suas cadeias de abastecimento, a exposição a mercados e até mesmo suas estratégias de mitigação de riscos. Estar preparado para potenciais cenários de desaceleração ou recessão, sem postergar decisões estruturais, será um diferencial para as lideranças mais bem-sucedidas. Antecipar riscos e agir de maneira proativa permitirá transformar a incerteza em uma oportunidade estratégica.
