Nas últimas horas, foi noticiado um avanço relevante dado por investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S). O avanço em questão é na área da investigação oncológica pediátrica, ao desenvolver modelos laboratoriais de tumores cerebrais infantis a partir de tecidos recolhidos em cirurgias.

Como explica a Câmara do Porto, no seu portal de notícias oficial, o projeto é coordenado por Jorge Lima e os resultados foram divulgados na revista científica Precision Oncology.

A investigação baseia-se na criação de organoides, pequenas estruturas tridimensionais que reproduzem com grande fidelidade as características dos tumores originais. Estes modelos permitem testar diferentes medicamentos em laboratório, ajudando a perceber quais os tratamentos mais eficazes para cada caso concreto e reduzindo a exposição das crianças a terapias desnecessariamente agressivas.

Segundo informação divulgada pela Universidade do Porto, esta abordagem abre caminho a estratégias terapêuticas mais ajustadas a cada doente. Para Jorge Lima, o projeto, iniciado com o apoio da Fundação Rui Osório de Castro e desenvolvido no grupo Cancer Signalling and Metabolism do i3S, em articulação com o Ipatimup Diagnósticos, assinala um avanço importante na ligação entre investigação científica e prática clínica.

O investigador destaca a colaboração estreita com equipas do Hospital de São João, envolvendo oncologistas, neurocirurgiões e patologistas pediátricos, que tornou possível a recolha sistemática das amostras e o desenvolvimento destes modelos experimentais. No seu entender, este progresso poderá traduzir-se em melhorias substanciais nos resultados clínicos de crianças diagnosticadas com tumores cerebrais.

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