O ano passado teve oscilações e uma leve recuperação na taxa base dos Certificados de Aforro. Em 2026, a taxa base já contabiliza três meses de redução. A Deco Proteste oferece mais detalhes.
Atualmente, aproximadamente 40,6 mil milhões de euros estão investidos em Certificados de Aforro, um montante ainda muito inferior aos depósitos, que totalizam cerca de 201 mil milhões de euros.
A taxa base da série F (introduzida em Junho de 2023) dos Certificados de Aforro, disponível para subscrição, é definida mensalmente no antepenúltimo dia útil do mês, para ser aplicada no mês seguinte. A fórmula utilizada é E3, onde E3 representa a média dos valores da Euribor a três meses observados nos dez dias úteis anteriores, com o resultado arredondado à terceira casa decimal. A taxa base tem um limite máximo de 2,5% e um limite mínimo de 0%.
Segundo a Deco Proteste, após um extenso período em 2,5% bruta, em Abril de 2025, a taxa começou a recuar (2,415%) e continuou a cair, alcançando 1,987%; com algumas oscilações nos últimos meses do ano, encerrou Dezembro com uma taxa bruta de 2,057%. No início de 2026, a taxa base caiu para 2,046% em Janeiro; em Fevereiro desceu novamente para 2,031% e, em Março, reduziu mais uma vez para 2,012%.
Em termos líquidos, a série F, atualmente disponível, oferece um rendimento de 1,45%, o que é significativamente inferior à inflação prevista para 2026 (2,1%, conforme a estimativa mais recente do Banco de Portugal). Assim, esses títulos não proporcionam uma valorização real das poupanças, assim como a maioria dos depósitos.
A exceção são as séries mais antigas de Certificados de Aforro: em Março, a série A e B rendem 3,2% líquidos, a série B, subscrita após Junho de 1989, rende 3,2% bruta (2,3% líquida); a série D oferece 4,01% bruta (2,9% líquida); e a série E varia entre 3,5% e 4,01% bruta, dependendo do ano de subscrição (ou seja, entre 2,5% e 2,9% líquida). Esses sim garantem um retorno superior à inflação estimada. Portanto, se você possui algumas das séries anteriores, é recomendável mantê-las!
As taxas de juro devem permanecer relativamente estáveis nos próximos meses. Não se esperam cortes próximos na taxa diretora pelo BCE, o que sugere que a Euribor deve se manter em níveis similares aos atuais.
