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Frederico Varandas e Bruno Sá debatem as eleições do Sporting. Dois candidatos discutem a presidência dos leões.

Frederico Varandas e Bruno Sá são os únicos candidatos à presidência do Sporting e realizaram o único debate na corrida pelo cargo de dirigente dos leões. O confronto de ideias ocorreu na Sporting TV.

As eleições para a presidência do Sporting estão agendadas para o dia 14 de março. Frederico Varandas, atual presidente e recandidato, e Bruno Sásão os únicos candidatos.

As intervenções devem ser lidas de baixo para cima, com as mais recentes apresentadas cronologicamente.

Eis o debate na íntegra:

Bruno Sá: Tivemos problemas com os votos de correspondência, é importante abrir o voto, talvez nos núcleos. Quem não ganhar, que seja vigilante.

Frederico Varandas: Um apelo ao voto. Quem cuida do Sporting são os sócios. O momento mais importante para cuidar do clube é vir votar.

Bruno Sá: Mensagem final: O debate era para esclarecer e apresentar propostas, não temos oportunidade de debater. O Sporting tornou-se um clube fechado. Ganhe o doutor Frederico Varandas ou eu, é importante não dar carta branca à direção. O importante é o presente. Há muitos sócios tristes. O doutor Frederico Varandas quer um clube de clientes, eu um de sócios, quer altivez, eu sou humilde. Acredito que posso ganhar, espero tomar posse segunda-feira e na terça-feira dar a volta contra o Bodo/Glimt e dar um abraço a todos os sócios.

Frederico Varandas: Mensagem final: Falo para quem vive o Sporting como eu e Bruno. Durante décadas fomos impedidos, o Sporting era desvalorizado. Hoje é o alvo número 1 dos rivais, não há casos de tribunal ou suspeição. Desde que chegámos, o Sporting venceu mais do que qualquer outro. Éramos o terceiro e agora somos o primeiro. Isso envergonha os nossos rivais. Não há maior orgulho do que ver o Sporting a lutar pelo bi-campeonato e pela Liga dos Campeões. Fiquei traumatizado com campeonatos que duraram 18 e 19 anos. Agora temos três títulos em cinco anos. Não vamos vencer sempre, mas estranham se não competirmos.

Frederico Varandas: A direção inverteu um ciclo de décadas de desvalorização e venda de patrimônio. Não só não vendemos patrimônio, como o recuperámos. A aquisição do Alvaláxia, comprámos a empresa por 10 milhões de euros, totalizando 17 milhões. Conseguimos negociar o pagamento a prazo. Comprámos a sociedade que detinha o imóvel. Será extraordinário para a experiência do sócio e do adepto. Antigamente, ninguém gostava do estádio; ele tinha azulejos por fora, um fosso, mau relvado e tinha pinturas em amarelo e verde-alface. Hoje, está reorganizado, mas custou muito dinheiro. A parte nascente está terminada, caminhamos para a poente e neste verão avançaremos para as superiores. Faltam casas de banho e bares, mas isso será feito até 2028. O investimento na academia também será mantido e continuaremos a requalificá-la. O Sporting revolucionou a maneira de comunicar, através do canal do Youtube e diversos programas, levando os rivais a seguirem-nos. Queremos lançar uma nova aplicação que permitirá revender lugares em bilhetes de jogos que não foram utilizados. Atualmente, 80% das gameboxes são pagas online, ao contrário de antes, quando isso era 20%. Quanto à venda de bilhetes para jogos fora, antes, era na bilheteira física, onde as pessoas iam comprar bilhete de madrugada. O site ainda não é o que queremos, mas estamos mudando gradualmente e investindo.

Bruno Sá: O doutor apoiou o Zicky depois desta campanha? Patrimônio, gostaria de esclarecer sobre o Alvaláxia. A transparência é essencial, assim como investir nas modalidades e melhorar o site. Não faz sentido termos nove camisolas; isso é um clube de futebol, não uma loja de roupas. O merchandising nos núcleos é importante, desenvolver a Sporting TV e canais de diálogo e debates. Sobre o Alvaláxia e o parque, há falta de transparência naquela questão.

Frederico Varandas: Temos três títulos. É fundamental ter uma base sólida na formação. Tenho de defender a sustentabilidade do Sporting. Depois do futebol profissional, o futebol feminino é a modalidade em que mais investimos. Isso não quer dizer que vou atrás de quem investe mais, prefiro uma abordagem mais prudente porque o mercado ainda é pequeno e o futebol feminino está longe de ser sustentável. Não vou fazer investimentos irresponsáveis que possam pôr em risco a estrutura do clube. O presidente do Sporting deve apoiar treinadores e jogadores, mesmo quando perdem.

Bruno Sá: Estava nas Assembleias da SAD, com 15 pessoas no máximo. Fui a algumas e já conhecia. O seu salário é de 100 mil, 200 mil euros. Talvez isso desse para investir na equipa de andebol ou premiar as modalidades. O primeiro autoaumento ocorreu logo após um despedimento coletivo. O futebol feminino precisa de estrutura. Passámos de pioneiros para ter apenas um título. Temos de voltar a apostar na formação e captar apoio.

Frederico Varandas: São mais de 140 títulos em várias modalidades. Ganhámos três Champions League no hóquei e uma no futsal. Temos mais de 7 mil atletas nas modalidades, um recorde na história do Sporting. Os coordenadores e diretores têm contratos de trabalho. O financiamento das modalidades é alavancado pela quotização, que hoje está em 18 milhões. Isso permitiu investimentos em diferentes modalidades. Quanto aos auto-aumentos, não é verdade que os órgãos sociais tenham feito isso seis vezes. Há uma comissão de remunerações que estabeleceu ajustes salariais com base na prática de clubes da mesma dimensão. O Sporting tem um processo de remuneração transparente e claro.

Bruno Sá: É evidente que aborda as modalidades sem presença. No ano passado, no andebol, o Rui Borges estava presente, enquanto o doutor Varandas estava distante. Precisamos de liderar pela presença e investir no departamento comercial, premiar títulos, e apoiar a formação e os atletas. O Sporting gasta mais de 500 mil euros em casas, nos últimos cinco anos poderia ter construído uma academia. Não posso revelar contactos, mas o doutor deve abrir o clube ao comercial e não ter medo de quem quer ser presidente.

Frederico Varandas: Trocámos oito relvados e requalificámos os quartos da ala profissional e transformámos um sintético não usado em um ginásio. Em relação à formação, houve mais de 230 milhões em jogadores que vieram da academia. O projeto é formar jogadores para a equipa A.

Bruno Sá: É essencial investir em infraestrutura, os jogadores precisam estar no Sporting. No Mundial Sub-17, havia um jogador do Sporting, mas os sub-16 treinam em meio-campo. Que investimento foi realizado?

Frederico Varandas: Aurélio Pereira apoiou a direção e esteve na academia como consultor até à sua morte.

Bruno Sá: Nuno Mendes foi promovido quando Ruben Amorim chegou ao Sporting. Os jogadores crescem a perder. Precisamos avaliar o modelo. Prefiro o modelo de Aurélio, mais livre.

Frederico Varandas: Não o perdemos. Temos mais campos, mais do que o Benfica. Um investimento de três milhões de euros será feito para aumentar o que temos. Desde a criação da academia do Sporting, 88 jogadores foram formados e promoveram-se à equipa A. Este é o nosso grande objetivo.

Bruno Sá: Estava sozinho quando o Benfica apareceu.

Frederico Varandas: Isso não é verdade. Este debate não é sério. Vamos colocar perguntas, já que você possui uma veia jornalística. O polo universitário tinha condições específicas. Hoje temos mais campos e mais utilização, e começaremos uma obra de requalificação.

Bruno Sá: O Sporting perdeu o polo para o Benfica.

Frederico Varandas: O Sporting faz jogos-treino contra todos os times.

Bruno Sá: Os sub-15 fazem jogos-treino no Seixal?

Frederico Varandas: Eles treinam na pequena área, em meio-campo e no campo inteiro, dependendo do que o treinador determinar.

Bruno Sá: Os sub-16 treinam a meio-campo? Os sub-15 fazem jogos-treino no Seixal?

Frederico Varandas: É mentira.

Bruno Sá: Você é o médico, tudo bem. Queria reforçar o clube neste mercado de inverno, conversar com o treinador e reforçar para a próxima época. Em relação à formação, é uma bandeira do doutor Frederico Varandas, mas precisamos avaliar as infraestruturas. Frederico Varandas ri-se e chama nomes. Os sub-16 treinam em meio-campo? O clube perdeu o polo da universidade?

Frederico Varandas: É profundamente ignorante em termos clínicos. Qual foi a lesão do Nuno Santos? Não demorou mais.

Bruno Sá: O Ioannidis e o Debast voltaram e lesionaram-se, o Nuno Santos teve um tempo dobrado para curar-se.

Frederico Varandas: Isso trata-se do projeto desportivo. O Sporting tem um treinador chamado Rui Borges, que mudou o sistema, é bicampeão, e está lutando pelo tricampeonato e na meia-final da Taça de Portugal, sendo a sétima melhor equipe na Europa. Esta decisão sobre Rui Borges já foi tomada e não vou usar na campanha eleitoral, como outros clubes fazem. Não prometo títulos nem fico a falar de jogadores e treinadores. A cada quatro anos, os adeptos do Sporting são convidados a escolher o rumo do clube.

Bruno Sá: Você sabia que Rui Borges ia mudar a tática e não se preparou? Não tem um rumo no pós-Amorim.

Frederico Varandas: Vamos aos fatos. Desde 2018, o Sporting investiu 440 milhões de euros em jogadores e vendeu 750 milhões, tendo um lucro de 310 milhões. Juntamente com o sucesso esportivo, temos um resultado financeiro. Não conheço nenhum clube com 100% de acerto. O Sporting não acerta sempre, mas poucos clubes têm a taxa de sucesso do Sporting.

Bruno Sá: O treinador da equipa B era um amigo, o diretor desportivo invisível era um amigo e a tática da formação foi escolhida.

Frederico Varandas: Hoje é fácil dizer que o Sporting ganhou e que os dois primeiros anos foram um desastre. No entanto, o ponto de partida em 2018 concorria com as mais recentes e melhores direções, onde o estado do Sporting era crítico. Nunca foi possível ganhar campeonatos após 17 anos de derrotas sem ter chegado ao que se promovia. O Ruben Amorim foi contratado contra a opinião de 99% dos adeptos do Sporting. O sucesso é fruto do nosso trabalho conjunto. Quando terminámos em quarto lugar, investimos 44 milhões de euros e depois fizemos um grande investimento no ano seguinte. Essa é a dificuldade de criar um caminho. O problemático não é perder, mas mudar de rumo quando se perde.

Bruno Sá: O seu problema é a falta de humildade, não é maior que o Sporting. Sabe que vai ganhar as eleições.

Frederico Varandas: O gratificante é que os sócios têm orgulho nos valores e nas conquistas. Chego à escola do meu filho e 2/3 das crianças são sportinguistas. O estádio tem 50 mil lugares, e temos 120 mil sócios com as quotas pagas. Queria ter 120 mil lugares. Vendemos mais gameboxes atualmente. Temos 30 mil vendidas e 16 mil em espera. Gostamos da família e dos sócios.

Bruno Sá: Você está sempre no camarote e observa as pessoas de cima. Acabou de chamar ignorantes aos sócios.

Frederico Varandas: Suponho que os fatos falem por si. Em 2018, quando a direção assumiu, havia 74 mil sócios em dia; atualmente, são 120 mil. O Bruno insiste que o sócio é mal tratado. O sócio deve ser masoquista ou atrasado mental. Há 120 mil sócios atualmente, o Bruno acha que o sócio é masoquista e que, se o presidente o tratar mal, ele vai fazer-se sócio. Existem pessoas que se consideram donas morais do amor ao clube. Eu tenho uma forma de ser como presidente, sou sócio e sportinguista. Estou aqui para promover a continuidade das gerações de sócios. O que importa é a vitória de todos.

Bruno Sá: Desejava um debate de ideias. Não participam, vão votar e vão embora. É evidente para todos, menos para Frederico Varandas, que os sócios não têm direitos. Você raramente vai ao pavilhão, há um desprezo claro pelos sócios. Marcou jogos em horários inadequados, o site é confuso. Criou um espaço para selfies. Este é o Sporting dos clientes, o meu é dos sócios. Prefere um espaço repleto de pessoas de espera e decisões apenas na central. Não é aceitável que sócios com 20 anos de bilhetes sejam excluídos.

Frederico Varandas: Vou tentar ser breve. É falso que dissesse que o Chelsea pudesse entrar no Sporting. No nosso plano estratégico de 10 anos, que já foi mencionado em entrevistas, está prevista a entrada de um parceiro estratégico que possa ajudar no crescimento do Sporting. Não existe nada definitivo. A maioria do capital da SAD vai continuar no clube. Como reafirmado em 2022 e anteriormente, prevemos a entrada de um parceiro minoritário.

Bruno Sá: O investimento é louvável, mas preciso saber: quem vai pagar por isso? Queria comentar que nas Assembleias, a média de assistência não representa os sócios. O futebol não deve ser uma prioridade. O respeito pelos sócios é essencial, mas você não se dignou a fazer entrevistas. Desejo que isto se torne em um espaço para debater.

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