Conforme anunciado pela autarquia portuense, no seu portal de notícias oficial, a cidade do Porto passa a integrar um grupo restrito de 120 cidades a nível mundial (entre 738 que prestaram informação) com melhor desempenho em matéria de ação climática.

Neste conjunto figuram também cidades como Barcelona, Paris, Milão, Madrid e Estocolmo. Em território nacional, a mesma distinção foi atribuída a Braga, Maia, Matosinhos e Guimarães.

A vice-presidente da Câmara e responsável pelos pelouros do Ambiente e da Sustentabilidade destaca que “este novo reconhecimento da ação climática da cidade, atribuído por um júri independente, mostra que estamos no caminho certo, apesar de termos consciência que ainda temos um percurso a percorrer”.

Catarina Araújo acrescenta ainda que “é precisamente porque queremos olhar os desafios de frente e trabalhar com os portuenses para lhes dar a melhor resposta que estamos este ano a preparar a candidatura da cidade a Capital Verde Europeia”.

O Porto tem alcançado esta classificação máxima em ação climática de forma consecutiva desde 2020, reportando dados ao Carbon Disclosure Project (CDP) desde 2014.

O CDP é uma organização internacional sem fins lucrativos responsável pela gestão do único sistema independente de divulgação ambiental à escala global, permitindo que empresas, mercados financeiros, cidades, estados e regiões acompanhem e gerem melhor os seus impactos ambientais.

A entidade recolhe informação ambiental primária e procede à análise das respostas apresentadas, avaliando a forma como é feita a gestão ambiental e definida a estratégia climática.

No caso específico das cidades, são considerados fatores como o conhecimento dos riscos climáticos, os inventários de emissões e as políticas adotadas nas áreas da adaptação.

O CDP opera através de um sistema de pontuação que mede níveis de transparência e desempenho, disponibilizando dados essenciais para investidores, decisores políticos e outros agentes económicos desenvolverem economias sustentáveis e enfrentarem as alterações climáticas, apoiando decisões consideradas “Earth-positive”.

As entidades que reportam dados primários são avaliadas por um júri técnico independente e recebem classificações entre A e D-, refletindo o seu grau de transparência e desempenho, num modelo que incentiva a melhoria contínua.

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