É oficial. Na quinta-feira, foi aprovado em Conselho de Ministros o decreto que eleva a Livraria Lello e Irmão, no Porto, à categoria de Monumento Nacional, encerrando um processo que se arrastava há sete anos.
Conforme o comunicado do Conselho de Ministros, a livraria foi reclassificada “como imóvel de interesse nacional, atribuindo-lhe a designação de monumento nacional”. O mesmo texto ainda ressalta que “o reforço do seu reconhecimento patrimonial” é justificado “pela excelência na prestação de serviços culturais, a defesa da identidade do estabelecimento e a projeção internacional da imagem associada à livraria” (via Porto Canal).
A aprovação do decreto ocorre após o primeiro-ministro Luís Montenegro ter garantido, a 13 de janeiro, durante as comemorações do 120.º aniversário da livraria, que a reclassificação do edifício seria “definitivamente assumida” em “letra de lei”. O processo teve início em 2019, seis anos após a livraria ter sido classificada como Monumento de Interesse Público.
De acordo com os registros do Património Cultural, a Livraria Lello solicitou a reclassificação como Monumento Nacional em 2019. O pedido foi enviado à Direção-Geral do Património Cultural três meses depois, obteve parecer favorável da secção do Conselho Nacional de Cultura e, em 2021, foi aprovado pelo diretor-geral do Património Cultural. Em janeiro de 2022, a proposta foi publicada em Diário da República, sendo concretizada apenas agora.
Para muitos, é considerada a livraria mais bela do mundo, representando um dos principais pontos culturais da cidade do Porto. As escadarias da livraria são um elemento icônico da Lello, que foi inaugurada em 1906.
