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Rui Borges analisou a partida entre o Sporting e o Casa Pia, vencida pelos leões por 3-0. O técnico respondeu a uma pergunta do Bola na Rede em conferência de imprensa.
Rui Borges comentou a vitória do Sporting sobre o Casa Pia por 3-0. O Bola na Rede esteve presente no Estádio de Alvalade e, ao final do jogo, teve a oportunidade de questionar o treinador dos leões.
Lê também a questão colocada a Álvaro Pacheco, treinador do Casa Pia.
Bola na Rede: Muito se fala das vantagens de ter um central esquerdino na construção. Hoje, o Sporting jogou com dois centrais canhotos, o que não é muito comum. Quais são os principais desafios e potencialidades, como o passe do Inácio no segundo golo, ao combinar dois esquerdinos no centro da defesa?
Rui Borges: Honestamente, acredito que isso está mais ligado à mentalidade. Se jogarmos com dois jogadores destros, é habitual, mas se forem canhotos já não é tão comum, embora seja exatamente a mesma coisa. Não vejo nada de anormal no jogo, apenas não estamos habituados a essa configuração, porque não é uma prática comum nas equipas. No futuro, acredito que veremos isso com mais frequência. Ontem, até brinquei durante o treino com a minha equipa técnica sobre como, num futuro próximo, poderíamos ver laterais a jogarem com o pé contrário. Isso traz novas dimensões ao jogo e altera as decisões. O futebol está a evoluir nesse sentido, inovando para enfrentar equipas que são mais competitivas e organizadas. No que diz respeito aos centrais, para mim, não muda nada. É apenas uma questão de mentalidade, de não estarmos acostumados a ver dois centrais canhotos. A qualidade do passe do Inácio permanece a mesma, seja a jogar pela esquerda ou pela direita. O passe para o segundo golo é extraordinário, assim como a recepção do Geny. A questão é mais sobre a capacidade individual deles do que sobre o pé que utilizam. Eles sempre encontrarão linhas de passe adequadas.
