A nova edição do Festival de Cinema Porto Femme já tem tema definido: o trabalho. O evento regressa em abril para a sua nona edição e propõe uma reflexão sobre desigualdades de género e sobre as estruturas de poder que ainda influenciam a forma como o trabalho das mulheres é reconhecido.
“Segundo vários estudos, ao ritmo atual poderão ser necessários mais de 50 anos para alcançar a paridade entre mulheres e homens em todas as áreas. Falar de trabalho é, assim, falar de poder: de quem é vista, reconhecida e preservada – e de quem continua a ser apagada – nas diferentes esferas da vida social, cultural e profissional” – refere a organização.
A programação inclui uma sessão especial de cine-concerto organizada em parceria com a Cinemateca Portuguesa. O público poderá assistir a filmes restaurados e raramente exibidos, entre eles obras da realizadora Bárbara Virgínia e o filme “Cascaes” (1937), realizado por Amélia Borges Rodrigues, cineasta açoriana que viveu no Brasil e produziu ou realizou cerca de três dezenas de filmes sobre várias regiões de Portugal.
O programa prevê ainda oficinas e iniciativas dirigidas a profissionais do setor. Entre elas estão os “Encontros de Bárbaras”, que reúnem programadores e representantes de festivais nacionais e internacionais, além de uma sessão dedicada à apresentação de projetos cinematográficos desenvolvidos por mulheres e pessoas queer.
A edição deste ano do Festival de Cinema Porto Femme realiza-se entre 20 e 26 de abril em vários espaços culturais da cidade, como o Batalha Centro de Cinema, a Casa Comum, o Maus Hábitos, o Passos Manuel e a Universidade Lusófona do Porto.
O festival é organizado pela associação cultural XX Element Project, em coprodução com a Câmara Municipal do Porto.
