Em Crestuma, junto à praia fluvial, existe um espaço que cruza paisagem natural com história: o Parque Botânico do Castelo. Com vista aberta sobre o rio Douro, é hoje um refúgio tranquilo para quem procura escapar ao ritmo da cidade.
Como refere o Jornal de Notícias, o parque surgiu da recuperação de uma antiga quinta em ruínas, numa intervenção levada a cabo pela autarquia em 2009. A prioridade foi clara desde o início: preservar o espaço tal como existia.
Como tal, explica a engenheira Maria Domingas, ao JN, que as alterações foram reduzidas ao essencial, como a criação de percursos e a colocação de mesas de piquenique e bancos, garantindo conforto sem descaracterizar o ambiente natural.
A configuração do terreno, marcada por socalcos e desníveis, faz com que a visita implique algum esforço físico, não sendo totalmente acessível a todos. No ponto mais elevado encontra-se a antiga Casa da Eira, descoberta durante os trabalhos de limpeza e mantida como testemunho da ocupação agrícola do local.
Para além da componente natural, o parque distingue-se também pelo valor arqueológico. No local podem observar-se vestígios de diferentes épocas, incluindo uma sepultura datada entre os séculos X e XI e peças de cerâmica encontradas em escavações, que ao longo dos anos revelaram milhares de objetos.
Ainda assim, o que mais atrai visitantes é a paisagem e a tranquilidade. Seja para um passeio, um piquenique ou simplesmente para descansar à sombra, o espaço tornou-se especialmente procurado nos dias quentes, funcionando como complemento à praia fluvial ali ao lado.
A entrada é livre, o que o torna numa opção acessível para quem quer desfrutar de natureza e história num só lugar.
