ANATO selecionou 150 empresas, duas das quais portuguesas, para participar no Acelerador de Inovação em Defesa do Atlântico Norte (DIANA), com o objetivo de desenvolver tecnologias de dupla utilização, tanto civis quanto militares.
Este programa, criado pela Aliança Atlântica, visa acompanhar e acelerar o desenvolvimento, a validação e a adoção das inovações dessas empresas, a fim de ajudar a NATO a enfrentar «desafios operacionais urgentes e manter uma vantagem decisiva em tecnologia de defesa», conforme detalhou a organização em um comunicado.
As empresas portuguesas selecionadas foram a Connect Robotics, que desenvolve drones para transporte e entrega automatizada de mercadorias, e a Neuraspace, que criou uma plataforma de defesa espacial baseada em Inteligência Artificial (IA).
A seleção das empresas que participarão do programa se deu em resposta a «dez desafios de defesa e segurança», conforme assinalou a nota informativa.
Esses desafios incluem «comunicações avançadas e ambientes eletromagnéticos contestados, autonomia e sistemas não tripulados, energia e potência, biotecnologia e resiliência humana, além de infraestruturas críticas e logística», segundo a Aliança.
A partir de janeiro do próximo ano, as 150 empresas selecionadas receberão financiamento e terão acesso à rede DIANA, que é composta por mais de 200 centros de teste nos 32 países membros da NATO.
O diretor-geral interino do programa NATO DIANA, James Appathurai, afirmou que os escolhidos irão «acelerar tecnologias revolucionárias que podem ajudar a transformar a forma como a Aliança se defende contra ameaças atuais e emergentes».
