De acordo com dados recentes do ComparaJá, o volume de crédito à habitação em Portugal alcançou novamente um pico em 2026, principalmente devido ao aumento da demanda entre compradores mais jovens.
Os bancos concederam aproximadamente 23,3 mil milhões de euros em novos empréstimos para a aquisição de imóveis, cifra que ultrapassa em 5,9 mil milhões a quantia registrada no ano anterior e representa o maior montante desde que existem estatísticas comparáveis.
Esse crescimento está relacionado com as recentes políticas públicas que facilitam o acesso à primeira habitação para cidadãos com menos de 35 anos. Essas políticas incluem a isenção do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT) e do Imposto de Selo, além da introdução de garantias estatais que reduzem riscos para os bancos. Tais medidas têm sido cruciais para tornar a compra de casa mais viável e para incentivar a concessão de crédito a jovens compradores.
O impacto dessas políticas na expansão do crédito habitacional foi evidente ao longo de 2025, com um dinamismo especialmente forte na segunda metade do ano. A acentuada tendência de crescimento confirma uma mudança na capacidade dos lares mais jovens de acessarem empréstimos bancários para a compra de casa, mesmo em um cenário de elevação dos preços imobiliários.
Rita Sogalho, Team leader de Crédito Habitação no ComparaJá destaca: “Embora o crescimento do crédito seja um indicativo de confiança dos consumidores e do setor bancário, é fundamental monitorar a sustentabilidade do endividamento das famílias e o impacto dessas medidas no mercado imobiliário a médio e longo prazo”.
