O ambiente do futebol português tem sido de alguma tensão, e uma das principais razões recentes está relacionada com a polémica da grande penalidade assinalada no jogo Santa Clara x Sporting, para a Taça de Portugal.
O presidente do Sporting, Frederico Varandas, apesar de reconhecer que o lance foi mal avaliado pela equipa de arbitragem, afirmou que se vive um momento de “histeria coletiva” e que atualmente a arbitragem é “livre”. Ele também mencionou casos polémicos envolvendo os rivais, destacando que “insustentável foram 40 anos de fruta, missas e padres”.
A reação de Villas Boas
Em resposta às declarações de Varandas, Villas Boas afirmou: “o Presidente do Sporting teve mais uma das suas habituais tiradas, plenas de hipocrisia e de memória seletiva sobre a história do futebol português. Admitindo que foi beneficiado nos Açores, por duas vezes, decidiu discretamente ignorar todos os outros episódios em que, por mero infortúnio, o seu clube beneficiou de erros que, na sua opinião, podem acontecer em qualquer campo” (via Record).
O líder do FC Porto acrescentou: “os 12 minutos da falha do VAR e a decisão incompreensível tomada de seguida deveriam ser suficientes para uma revolução e uma auditoria profunda à tecnologia VAR e aos critérios de decisão arbitral adotados esta época, mas também deveriam ter sido suficientes para fazer refletir o capitão do Sporting e fazê-lo admitir que é feio cair na área e ganhar indevidamente um penálti ao toque de um dedo na cara. Ao fazê-lo, seria efetivamente diferente, ao ignorá-lo acabou por ratificar o nível de hipocrisia em que vive o discurso do presidente do seu clube”.
O FC Porto e o Sporting CP voltam a se enfrentar em fevereiro, para o campeonato, no Estádio do Dragão.
