A Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia anulou o contrato que previa a instalação de um complexo com spa e piscinas no Parque da Cidade, considerando existirem “irregularidades graves” no processo.
A decisão foi anunciada pelo presidente da autarquia, Luís Filipe Menezes, que criticou duramente os termos da concessão assinada pelo anterior executivo.
Segundo o autarca, estavam em causa “quase dois hectares” de terreno público que tinham sido atribuídos, por um período de 30 anos, para um projeto privado mediante um valor que classificou como “a pechincha de 60 euros por dia”. (via Jornal de Negócios)
Projeto de 10 milhões travado
O contrato tinha sido celebrado durante a liderança de Eduardo Vítor Rodrigues e previa a construção do chamado Complexo Aquático da Lavandeira, um investimento de cerca de 10 milhões de euros promovido pelo grupo galego Supera.
A empresa já reagiu, admitindo recorrer à via judicial para defender o contrato e reclamar eventuais indemnizações.
Reversão e requalificação do espaço
Apesar disso, o atual executivo decidiu avançar com a recuperação ambiental da área já intervencionada. No Dia Mundial da Árvore, a autarquia iniciou a replantação do espaço onde tinha sido removida vegetação no âmbito do projeto.
Além disso, está prevista a reabilitação do parque e a reativação de equipamentos existentes, incluindo dois bares/restaurantes atualmente encerrados e uma estufa centenária.
Para o município, a prioridade passa agora por devolver o espaço à cidade, valorizando o parque enquanto área verde pública e evitando a instalação de infraestruturas privadas consideradas desajustadas ao local.
