Houve um reencontro entre CM Porto e Metro do Porto, esta terça-feira, nos Paços do Concelho, numa reunião que serviu para clarificar posições, apresentar garantias sobre obras em curso e alinhar entendimentos sobre projetos sensíveis para a cidade, como a Linha Rosa e o metrobus.
Do lado da Metro do Porto, foram deixadas várias garantias. Emídio Gomes confirmou que os espaços de obra à superfície da Linha Rosa deverão ser libertados até junho e assegurou que a ciclovia/corredor verde da Avenida da Boavista não será eliminada na segunda fase do metrobus.
Sobre a Linha Rosa, que ligará São Bento à Casa da Música, o responsável adiantou que a obra ficará concluída até ao último trimestre deste ano, mas explicou que a entrada em operação só deverá acontecer no início de 2027.
“Não é uma grande notícia, em termos temporais, mas, com espírito de lealdade e transparência para com a cidade, assumimos que a linha estará disponível no primeiro trimestre de 2027”. Quanto aos custos, o valor final deverá rondar os 420 milhões de euros.
No final do encontro, o presidente da Câmara classificou a reunião como “francamente positiva e construtiva”, sublinhando que se entra agora “numa nova fase, de diálogo construtivo, de cooperação estratégica entre instituições”. Do lado da Metro, o presidente do conselho de administração reforçou a ideia de abertura: “Trouxemos a verdade”.
Pedro Duarte considerou que o restabelecimento da normalidade institucional é “o primeiro grande ganho que podemos dar por adquirido”, lembrando que o passado recente ficou marcado por “atrasos permanentes e constantes, obras que decorriam a passo de caracol”. Segundo o autarca, o cenário atual é diferente: “estamos numa fase de aceleração”.
No que toca ao metrobus, o presidente da Câmara destacou o consenso alcançado quanto à proteção do Parque da Cidade. “É com enorme satisfação e orgulho pessoal que podemos estar, hoje, todos de acordo, no que diz respeito à preservação do enquadramento paisagístico e urbanístico do Parque da Cidade”.
Ainda assim, deixou um aviso: “Temos predisposição e vontade de continuar a trabalhar com a Metro. É inaceitável o que aconteceu nos últimos anos. A cidade não tolera mais derrapagens”.
Relativamente ao metrobus, a fase experimental da primeira etapa deverá arrancar até ao final de fevereiro, enquanto a segunda fase ficará concluída até agosto, mantendo-se inalterados vários troços.
As principais mudanças surgem entre a Avenida Antunes Guimarães e a Rotunda do Queijo, onde “o corredor central existente (ciclovia/corredor verde) vai ficar intacto” e o metrobus circulará em “via partilhada”, alterações que, segundo Emídio Gomes, “respeitam a vontade do Município”.
