Aproximadamente 218 mil eleitores registraram-se para votar antecipadamente e em mobilidade hoje, dia 11 de Janeiro, para as eleições presidenciais de 18 de Janeiro, conforme dados provisórios da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Os dados revelam que, até às 23h59 de quinta-feira, 218.481 eleitores inscreveram-se na modalidade de voto antecipado em mobilidade. Os distritos com o maior número de inscritos são Lisboa (67.168), seguido do Porto (35.016), Setúbal (18.276), Braga (11.882), Aveiro (11.368) e Coimbra (11.003).
As inscrições para o voto antecipado em mobilidade nas presidenciais de 18 de Janeiro tiveram início no domingo e encerraram na quinta-feira, sendo permitidas apenas para eleitores recenseados em Portugal.
Para efetuar a inscrição, o eleitor precisava informar sua intenção pela Internet, através do site www.votoantecipado.pt, ou por correio, indicando a mesa de voto antecipado em mobilidade onde desejava exercer seu direito de voto, além de fornecer os dados de identificação.
O voto em mobilidade está agendado para domingo, uma semana antes das eleições, em local escolhido pelo eleitor em qualquer município do continente ou nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, devendo este se identificar e informar a freguesia onde está recenseado.
Se um eleitor inscrito para votar antecipadamente em mobilidade não puder comparecer, pode votar no dia da eleição na assembleia ou secção de voto onde está recenseado.
A primeira vez em que houve mesas de voto antecipado em todos os concelhos do país ocorreu nas presidenciais de janeiro de 2021, durante a pandemia da COVID-19 em Portugal. Naquela ocasião, 246.922 eleitores inscreveram-se para votar antecipadamente em mobilidade.
Doentes internados e presos já exercitaram seu direito de voto, de 5 a 8 de Janeiro, para as presidenciais, e, conforme a SGMAI, estavam inscritos para votar antecipadamente 684 doentes e 2.762 reclusos.
Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no exterior estão recenseados para votar nas presidenciais de 18 de Janeiro, onde concorrendo há 11 candidatos, um número recorde.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
O vencedor deste sufrágio sucederá a Marcelo Rebelo de Sousa, eleito em 2016 e que concluirá seu mandato em Março.
Se nenhum dos candidatos alcançar a maioria absoluta, haverá uma segunda volta no dia 8 de Fevereiro, na qual apenas os dois candidatos mais votados poderão concorrer.
