Em resposta aos danos causados pelo escaravelho-vermelho (Rhynchophorus ferrugineus), a Câmara Municipal do Porto implementou, ao longo de 2025, a reposição das palmeiras afetadas pela praga. Foram plantados um total de 26 exemplares da espécie Phoenix canariensis, substituindo as árvores que não sobreviveram ao ataque do inseto.
Além da reposição, a autarquia adotou uma estratégia de prevenção e tratamento. No ano passado, foram realizadas 54 intervenções fitossanitárias utilizando a técnica de endoterapia, um método eficaz que permite tratar as árvores internamente e combater a praga.
As palmeiras localizadas no Passeio Alegre e na Avenida Dom Carlos I não sofreram nenhum abate desde abril de 2024 (via CM Porto).
Mesmo quando algumas copas apresentavam folhas totalmente secas, a prioridade foi a realização de podas sanitárias, removendo as palmas afetadas enquanto se aguardava sinais de recuperação. Em diversas situações, o meristema, que é o tecido responsável pelo crescimento da planta, mostrou capacidade de regeneração, o que ajudou a evitar o corte definitivo.
Após a plantação, os novos exemplares ficaram com o espique amarrado para garantir maior estabilidade e facilitar o enraizamento. No início deste ano, esses suportes foram removidos e foi realizada uma nova avaliação fitossanitária, que confirmou o bom estado vegetativo das árvores.
As intervenções realizadas em 2025 fazem parte de uma abordagem preventiva e de controle contínuo da praga, com o objetivo de preservar o patrimônio arbóreo da cidade e assegurar a vitalidade das palmeiras nas áreas ribeirinhas.
