O processo de alargamento da ligação ferroviária entre Contumil e Ermesinde, que passará de duas para quatro vias, implica um custo estimado de 6,4 milhões de euros em expropriações.
Fonte oficial da Infraestruturas de Portugal (IP) adiantou que “o montante total estimado para as expropriações é de cerca de 6,4 milhões de euros” e que a empresa “prevê obter a posse administrativa das propriedades até final do primeiro semestre de 2026” (via Porto Canal).
A empreitada deverá arrancar assim que os terrenos estejam disponíveis e concluídos os licenciamentos necessários.
Segundo a mesma fonte, “o arranque dos trabalhos terá início imediatamente após a disponibilização das parcelas e a obtenção de todos os licenciamentos”, estando o processo “a decorrer dentro da normalidade”. A Declaração de Utilidade Pública já foi publicada em Diário da República.
No âmbito das expropriações, que abrangem 175 parcelas, a IP garante que têm sido feitos contactos com os proprietários para confirmar titularidades, avaliar as ocupações existentes e tentar acordos amigáveis.
A intervenção permitirá separar o tráfego das linhas do Douro e do Minho a sul de Ermesinde, reforçando a capacidade e a fiabilidade da circulação ferroviária a norte do Douro. Estão previstas demolições de 87 edifícios, incluindo cerca de 15 habitações, algumas ainda em condições de habitabilidade.
O projeto contempla ainda melhorias no apeadeiro de Águas Santas/Palmilheira e na estação de Rio Tinto, que passará a ter ligação pedonal e parque de estacionamento com a estação de Campainha do Metro do Porto. Em Ermesinde, serão requalificadas as coberturas das plataformas.
O investimento global pode atingir 219,5 milhões de euros. O concurso público para a obra foi lançado em fevereiro de 2025, com um preço base de 150 milhões.
