A Câmara do Porto eliminou, ao longo de 2025, 443 ninhos de vespa asiática (Vespa velutina nigrithorax), recorrendo à técnica de inoculação com produto químico, considerada a mais eficaz no combate a esta espécie invasora. Desde 2020, através do Serviço Municipal de Proteção Civil, já foram destruídos mais de dois mil ninhos no concelho.
Das intervenções realizadas no último ano, 29 diziam respeito a ninhos primários e 414 a ninhos secundários, um dado que reforça a relevância da deteção precoce como ferramenta essencial para travar a expansão da vespa velutina, cujos efeitos são particularmente nocivos para a biodiversidade e para a atividade apícola.
Em comparação com 2024, registou-se uma diminuição aproximada de 6% no número total de ninhos sinalizados e removidos, um resultado associado à continuidade das estratégias de vigilância, prevenção e resposta desenvolvidas pela autarquia ao longo dos últimos anos (via CM Porto).
A freguesia de Campanhã foi a mais atingida, concentrando cerca de um quarto das ocorrências, com 115 ninhos eliminados. Este número poderá estar relacionado com a sua extensa área geográfica, correspondente a cerca de 20% do território municipal, bem como com a abundância de espaços verdes e linhas de água, ambientes propícios à instalação das colónias.
Logo a seguir surge Paranhos, onde foram intervencionados 73 ninhos, numa freguesia que apresenta igualmente zonas arborizadas e proximidade a corredores verdes, fatores que favorecem a fixação da espécie, sobretudo na fase de desenvolvimento dos ninhos secundários.
De forma global, cerca de 75% dos ninhos primários foram localizados em estruturas construídas, como telhados, beirais, varandas ou anexos, evidenciando a preferência inicial da espécie por locais protegidos.
Já os ninhos secundários, maioritários, encontravam-se sobretudo em árvores de grande porte, seguindo-se edifícios e, em menor escala, estruturas ao nível do solo ou móveis.
A maioria das remoções ocorreu no segundo semestre, com cerca de dois terços das intervenções entre setembro e dezembro, período de maior atividade das colónias e em que a queda das folhas facilita a identificação dos ninhos.
A Câmara Municipal reforça que a colaboração da população é essencial, alertando para que nunca sejam feitas tentativas de remoção por meios próprios, devido ao perigo envolvido.
Embora não sejam mais agressivas do que as vespas europeias, as vespas asiáticas podem reagir de forma violenta quando os ninhos são ameaçados, chegando a perseguir pessoas por centenas de metros.
